Kyan no SALA Podpah

Kyan, masterpiece na SALA [Podpah]

A performance de quem é a vivência, a consciência e a ARTE (Kyan).

Será que pesa na consciência ter o privilégio de saber mas escolher rejeitar?! Quem dera se eles soubessem que é a consciência que constrói lealdade. Na prática a rua vira escola, e lá a matéria diz que a consciência é a arte. E nessa brincadeira ninguém tem tirado tantos 10 seguidos quanto o Kyan.

O Kyan no SALA

O Kyan participou do SALA, o programa do Podpah Records, e resumidamente tá incrível a performance. Mas tem duas coisas ali que me chamam atenção, e que só o Kyan consegue fazer no nível que ele faz. Primeiro que é trazer artisticamente cada vez mais camada, peso pra obra, e segundo é mostrar essa lealdade que esse cara tem com a música dele e principalmente com quem a música dele fala.

“Mas isso todo mundo tem…” não. não, não nesse nível pelo menos, vendo e ouvindo o ao vivo do Kyan, você percebe o quanto ele trás dessa vivência que deixa marcas né, de baixada santista, família, jornada e impressiona o modo como ele escolhe cantar essa realidade quebrada, em todos os sentidos da palavra, que muitos vivem.

Kyan | SALA [Podpah Rerords]:

Eu Vim de Lá

E isso não é uma professora de história que vai te ensinar, é preciso viver e ver de perto. E quando o Kyan vira esse espelho pra você, é impossível não se emocionar ouvindo ele cantar a faixa “Mãe”, “Eu Vim de Lá”, “Construa Seus Sonhos” e outras, parece um irmão seu. Impossível não se reconhecer na lealdade, por exemplo, com que ele carrega a mensagem do Duda do Marapé, e o quanto ele trás das suas vulnerabilidades e habilidades pra dentro da música. Porque na real são nessas frações de experiência não-individuais que quem vive longe dos privilégios do mundo vai sentir uma verdade absoluta vindo da obra do Kyan, repito, absoluta.

A obra que simplesmente… É.

Quem tá do outro lado sente na expressão, na entrega, na repetição dos versos que ele escolhe sustentar, nas vozes que eles trás pra apresentação, nos solos, até na ordem das faixas, ele vai continuar tendo uma obra que fala com a quebrada atual numa profundidade que poucos artistas já mergulharam, ele vai continuar acrescentando camada, não porque é conveniente não, mas porque é vital pra ele que a sua consciência seja leal a sua arte, a música dele não representa, não atua, a música dele é e você sente que é, e isso sim é um privilégio, de poder ouvir um artista assim até porque é como disse o Duda “…quem diária, a baixada santista tá tendo essa potência e essa força de mostrar que né bem por aí não, que a gente tem nosso valor, entendeu mano”

Vídeo completo na @flosile